Futebol e arte nas ruas

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Sou torcedor do Internacional de Porto Alegre. Saudável, não existe em mim fanatismo ou radicalismos. Admiro outros clubes, respeito-os, reconheço suas vitórias, seus títulos. Gosto muito do Boca Juniors de Buenos Aires. No Uruguai, Peñarol me animava pela cor de sua camisa, bela e densa aos olhos.

Este ano, em Montevidéu, depois de passar pelo Centenário, o velho estádio do Nacional chegou como um presente tardio, mas ainda em tempo. Pequeno, familiar, com uma estátua em homenagem a um de seus maiores torcedores, Carlos Gardel, sentado na arquibancada, o estádio comove. Assim como o seu entorno, as ruas que o protegem todos os dias. Nas paredes das casas, nos muros, nas árvores, o amor de quem torce pelo time está expresso em várias formas. Muitas delas é arte, é poesia popular. É encantamento para quem lá chega sem saber. De alguma forma, passei a gostar muito do Nacional.

E sejam essas imagens de expressão do amor pelo clube também uma forma de paz entre torcidas, seja do Uruguai, Brasil, ou qualquer outro lugar do mundo. Um campo de futebol é também o exercício da convivência entre as pessoas, entre os diferentes que exercem na plenitude a igualdade e da arte. E, sobretudo, que expressem um adeus à violência para sempre.

Fotos: Chronosfer

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